terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vontades


Existem vontades que têm em si uma intensidade que clama por realidade,
 

são as vontades da alma, dos sonhos, da imaginação, do coração mas, sobretudo, são as nossas vontades de sentido,
 

são aquelas vontades em que a razão e a emoção pulsam sua necessidade na mesma frequência,
 

são aquelas vontades que bagunçam nossa mente mas organizam nossa vida na direção da realização delas,
 

são aquelas vontades que chacoalham nossos sentimentos mas nos permitem o alívio de enxergar qual deles norteia nossos passos,
 

são as vontades que, insaciáveis, só querem se entorpecer e mergulhar eternamente na fonte abençoada em que se encontram a luz, a paz, o prazer, as certezas, a força, a confiança e a segurança que se perseguem.

sábado, 17 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ao Deus dará...




Todo mundo tem um ímpeto interno que serve de ponto de partida para a própria motivação. Para aqueles que vivem intensamente, todas as suas manifestações, pensamentos, palavras, atos e decisões decorrem deste impulso que é justamente o que reveste todos os seus passos com a sua identidade.
Se uma pessoa não tem um ponto de partida para sua própria motivação, ela não tem diferença alguma em relação à outra que segue sua vida desta mesma forma. Ao contrário daquela pessoa que tem seus ideais, princípios, valores, desejos, sonhos e objetivos muito claros, que acaba por exalar muito mais luz em manifestações internas e externas idênticas às daquela pessoa que age desmotivadamente, despropositadamente.

Neste sentido, alto é o risco de uma pessoa seguir sua vida norteando seus passos no mais claro “ao Deus dará”.

Eu entendo que a confiança em Deus é primordial para tudo na vida, ele é SIM responsável pela nossa felicidade e encaminhamento. Contudo, não se deve atribuir “ao Deus dará” o ponto de partida da própria motivação.

Atribuir apenas a Deus a responsabilidade pela consciência de saber onde se está, e para onde se vai, é superficial e preguiçoso.

É somente com a permissão do Pai que se chegará a algum lugar, mas é muito mais real, palpável e claro sentir o abençoado magnetismo que te puxa veementemente na direção dos seus sonhos;

É muito mais proveitoso construir um dia na qual você se projeta com honestidade, fé e dedicação em direção do mundo ao qual você quer pertencer;

É muito mais saboroso ver os segundos passando enquanto você, no auge de sua concentração e foco, caminha decidido ampliando sua maturidade, desenvolvendo-se estruturalmente e aperfeiçoando incessadamente o caráter que lhe será necessário manter e intensificar quando a hora certa chegar;

É possível, sim, viver uma vida inteira “ao Deus dará”, desde que isso não signifique ficar sentado, atrás dos seus olhos, assistindo o mundo girar fazendo parte indireta do que acontece nele;

Viver “ao Deus dará” de forma ativa, plenamente conectado com todas as nuances da vida, absorvendo todos os detalhes, se posicionando como um elemento primordial à velocidade com que as coisas passam a acontecer na sua vida, é estar participando dentro e fora dos seus olhos da consolidação da história dos seus sonhos.

Se ela vai ser interessante ou não, só depende de você, contudo, ninguém compra um livro que tenha apenas a primeira e a última página...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cavando a mim mesmo...


Quando eu assisti Patch Adams pela primeira vez, há muito tempo atrás, um momento do filme que me chamou muito a atenção: quando o Patch pergunta ao enfermeiro do manicômio o motivo pelo qual o conhecidíssimo cientista estava ali internado. Aquele que coloca os dedos no rosto das pessoas perguntando quantos dedos a pessoa vê.
A resposta do enfermeiro foi o que me deixou impressionado, segundo este, o cientista "cavou" tanto o próprio intelecto que acabou por despencar num barranco dentro de si, no qual não conseguia mais saber exatamente onde se situava em sua mente.
Eu tenho pensado muito nesse trecho do filme ultimamente... Por que eu sinto muito claramente que nos últimos meses, em que eu superei adversidades específicas como um desemprego, eu venho refletindo e me interpretando em tudo aquilo que me diz respeito.
Eu tenho me colocado a analisar minha posição em relação à vida em simplesmente todos os seus fatores, venho me empenhando em enxergar a forma como eu estou inserido em todos os elementos que determinam a pessoa que eu sou.
Eu tenho cavado minha alma, meu espírito, minha mente e o meu meio ambiente com o objetivo de olhar para o espelho e enxergar, num milésimo de segundo, toda a minha essência, sentindo a dimensão integral de todos os laços da minha existência com o mundo.
Isso envolve a minha fé, meu amor próprio, meu amor pelas pessoas que fazem parte da minha vida, minha saúde mental, meu bem estar físico e os ambientes em que eu me permito estar.
Esclareço que eu não tenho dúvidas sobre quem eu sou, ou sobre o que eu quero, o que eu estou buscando é o pleno conhecimento sobre a minha vida, com o objetivo de me reconhecer tal como sou em tudo o que me diz respeito.
Para que não exista um elemento sequer em minha vida no qual eu sinta a minha existência sendo manifestada de forma distorcida, ou seja, situações em que eu não esteja pleno ou em que eu esteja sendo mal interpretado.
Após muito tempo empenhado nisso, eu já venho colhendo os primeiros frutos deste "mergulho" para dentro de mim.
Eu me reconheço como um homem, filho de Deus, que ama e é amado por seus próximos, e que... se sente completo em si mesmo, mas incompleto em relação a vida. Por que eu descobri que o que falta para que eu me sinta completo em relação a vida não está dentro de mim, nem mesmo diz respeito aos ambientes em que eu me permito estar.
Para que eu me sinta completo em relação a vida, eu preciso estar mergulhado na pessoa que eu amo, desfrutando de quem ela é e de tudo o que lhe diz respeito, aguçando todos os meus sentidos diante da sua doce presença, sentindo todos os seus sentidos pulsando por mim e constatando que o mundo (meio ambiente) fica muito mais iluminado quando estamos juntos.
Por isso, apesar de eu conseguir olhar no espelho e enxergar, num milésimo de segundo, toda a minha essência, sentindo a dimensão integral de todos os laços da minha existência com o mundo, o que eu mais quero mesmo é olhar para o espelho, nestas condições, abraçado com a pessoa que eu amo, PLENO e INTERPRETADO POR ELA TAL COMO SOU.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O que você faz com os seus presentes?

A vida pode nos presentear com presentes imateriais. Por vezes, em nosso dia a dia, recebemos da vida a realização de sonhos, o abrandamento de tormentas, a solução positiva de anseios e o encontro com a concretização de desejos e vontades da alma.
Ao mesmo tempo, é dito que ao presentear alguém não devemos esperar a gratidão desta pessoa, já que, se presenteamos esperando algum retorno, fatalmente o ato de presentear não tem a mesma intensidade que teria se fosse um ato gratuito.
Dessa forma, é possível extrair uma situação: se ao presentear não devemos esperar gratidão, ao sermos presenteados pela vida, qual é a reação ideal que devemos ter sinceramente diante dela? Podemos entender que a vida também não deve esperar nossa gratidão pelo o que ela nos permite? Se for o contrário, como seria demonstrada à vida tal gratidão?
Eu entendo que devemos ser sempre gratos, em ambas as situações, tanto ao presentear como ao ser presenteado. Vejamos.
Suponha que você tenha encontrado a mulher (homem) da sua vida. Que através dessa pessoa você se sinta pleno (a), encontrado (a), encaminhado (a), abençoado (a), entre tantas sensações que passam a definir o seu estado de espírito. O que você faz em relação a isso? Você simplesmente desfruta do que lhe foi permitido, ou tenta encontrar meios pelos quais você agradeça à vida pelo presente que recebeu, demonstrando que você realmente merece o que lhe foi permitido gratuitamente?
Pode ser que ninguém seja obrigado (a) a demonstrar gratidão pelos presentes que recebe da vida, mas ao menos eu (que me acostumei a não esperar nada de quem recebe meus presentes imateriais) não presenteio duas vezes uma pessoa que, ainda que grata, demonstra não ter carinho, devoção, confiança, compromisso, empenho extremo e zelo com o que recebeu.
Devemos cuidar adequadamente do que recebemos da vida, e nunca sermos presunçosos de pensar que, por não termos a obrigação de sermos gratos, somos livres para fazer o que bem entendermos com nossos presentes. Se a pessoa pensa deste modo, seria melhor que não tivesse recebido os presentes imateriais da vida... ou ao menos os meus, por que eu sei bem o tamanho da dor que é assistir o desleixo e a falta de zelo de quem recebeu o presente mais lindo que eu poderia entregar a alguém, considerando, principalmente, que este alguém era a única pessoa capaz de recebê-lo e contemplá-lo tal como ele é.

sábado, 27 de agosto de 2011

Dia Nacional do Psicologo (a)


Hoje eu venho prestar uma singela homenagem à todos os psicólogos e psicólogas; pessoas especiais que escolheram como ofício essa difícil missão de ajudar as pessoas a abrirem e "consertarem" suas "caixas pretas".

Foi exatamente essa definição que eu ouvi sobre o trabalho destes profissionais quando precisei me submeter ao acompanhando de uma, que não só me ajudou a enxergar quais "parafusos" estavam desajustados, como também contribuiu substancialmente para que eu descobrisse como "apertá-los", "trocá-los" e "conservá-los".

Sou da opinião de que aquela pessoa que escolheu desempenhar este trabalho, certamente é um exemplo à parte de sensibilidade e empatia.

À todos vocês, deixo o registro do meu desejo de muita força, paz e luz de Deus em suas vidas profissionais e pessoais!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Na telha?


Existem modos e formas particulares para enxergar uma mesma situação. Isso é óbvio, é possível visualizar a liberdade de expressão e de pensamento incorrendo aqui. Mas existem situações em que o sucesso do trato interpessoal impõe a congruência na interpretação do que se passa diante de duas pessoas.

É muito bom ser livre, estar à vontade e confortável para formar seus entendimentos e fazer suas manifestações. Em absolutamente qualquer contexto, ninguém gosta de revestir-se de dedos para externar alguma coisa. Entretanto, ser espontâneo não exime ninguém de manter estreito seu laço com o bom senso, menos ainda permite às pessoas falarem o que "der na telha" para as outras. Especialmente num relacionamento.

O ideal é que as raízes do relacionamento se firmem no profundo conhecimento do ângulo de visão de quem está ao nosso lado, possibilitando que ambos caminhem no mesmo sentido, ainda que não seja em direção ao mesmo ponto.

Por que se for para falar ou fazer o que "der na telha", pode ser que você venha a perceber que aquele elemento imprescindível para o alicerce "da casa" já não está mais ali faz muito tempo...